Com o Switch 2 já nas lojas há mais de um ano, o modelo original ainda faz sentido? Separei 5 motivos reais, mais a minha experiência com Lite, V2 e OLED.
O Nintendo Switch 2 já está nas lojas há mais de um ano. É mais potente, é mais caro e é sobre ele que todo mundo fala. Só que a pergunta que mais chega aqui no canal é outra: o Nintendo Switch 1 em 2026 ainda vale a pena? Eu tenho os dois, e a verdade é que continuo pegando o Switch 1 muito mais do que eu imaginava. Resolvi então investigar se isso é só uma mania minha ou se existe argumento real por trás.
Spoiler: existe. E são cinco.
O Switch acumula mais de 13 mil títulos disponíveis. Isso vai dos exclusivos que todo mundo conhece, tipo Zelda e Mario, até um catálogo indie que você não termina nem se tentar. E o ponto que mais me chamou atenção: mesmo com o Switch 2 no mercado, jogos importantes continuaram saindo para o Switch 1. Isso mantém a plataforma viva de um jeito que consoles em fim de ciclo normalmente não ficam.
Quando o Switch lançou, os jogos giravam em torno de US$ 60. Os títulos de Switch 2 já chegam a US$ 70 — e aqui no Brasil essa diferença dói bem mais no bolso do que parece na conversão. Comprar um Switch 1 significa entrar numa biblioteca imensa de jogos que já passaram por dezenas de promoções, com mercado físico ativo e preço de usado saudável. Você monta uma coleção decente pelo preço de dois ou três lançamentos do console novo.
A Nintendo anunciou aumento do Switch 2 de US$ 449 para US$ 499 nos Estados Unidos a partir de setembro de 2026. Enquanto isso, o preço do Switch 1 seguiu parado. Ou seja: a distância entre os dois aparelhos, que já era grande, aumentou ainda mais. Se o seu orçamento é apertado, essa conta ficou fácil demais de fazer.
Esse é o motivo que quase ninguém considera na hora de comprar, e é o que mais me pegou. O Switch existe há quase 10 anos. Na prática, isso significa:
Se algo quebrar, você resolve. Com o Switch 2, que tem menos de um ano de estrada, ainda é cedo pra esse nível de maturidade. E como o hardware do Switch 1 é bem documentado, existe todo um universo de customização e recursos extras que o Switch 2 ainda não tem — e que provavelmente vai levar alguns anos pra chegar.
Sem concorrência nessa faixa de preço, na minha opinião. Funciona na TV, funciona como portátil, e o catálogo de jogos adequados pra qualquer idade não tem rival. Minha filha de 5 anos zerou o Luigi's Mansion 3 comigo e depois zerou o Super Mario 3D sozinha. Acho que isso resume melhor do que qualquer tabela comparativa.
Tenho Lite, V2 e OLED. Cada um entrou na minha vida por um motivo diferente.
O Lite foi o primeiro e continuo usando muito. É leve, cabe em qualquer mochila e é ideal pra quem viaja ou não quer um aparelho ocupando espaço. Não conecta na TV, e pra muita gente isso nem é problema.
O V2 eu comprei porque queria jogar na televisão e ter uma tela maior no portátil. Peguei numa promoção muito boa que ainda veio com Mario Kart Deluxe incluído. Cumpre bem o papel: dock, Joy-Con destacáveis, funciona redondo na TV.
Mas o meu xodó é o OLED. Eu fui na casa de um amigo, vi o OLED rodando e aquilo não saiu mais da minha cabeça. Fiquei meses vigiando promoção até conseguir o meu. As cores são absurdas e combinam com qualquer jogo, não só com os coloridões da Nintendo. Vou falar uma coisa polêmica: em alguns aspectos de imagem, a tela OLED do Switch 1 é superior à do Switch 2. Tanto que eu não duvido nada de a Nintendo lançar um Switch 2 OLED lá na frente.
Comecei tudo original — loja da Nintendo, promoção, gift card. Também garimpei bastante jogo físico na Amazon por menos da metade do preço oficial, o que é uma estratégia muito subestimada.
Com o tempo, expandi a biblioteca de outros jeitos. Desbloqueei o aparelho e coloquei um cartão de 512 GB com emuladores de arcade, SNES e Mega Drive. Coube tudo e ainda sobrou espaço. Um horizonte de possibilidades se abriu ali, e o Switch destravado virou uma das peças que eu mais gosto da coleção.
Se você leu até aqui e ainda está em cima do muro, é esse trecho que deveria te fazer decidir.
O Switch 1 está no fim do ciclo de vida. A Nintendo já confirmou que vai deslocar o foco para o Switch 2, e especialistas estimam que o modelo base pode ser descontinuado ainda em 2026 ou no começo de 2027. Traduzindo: a janela pra comprar um aparelho novo, na caixa, com garantia nacional está fechando.
Eu já vi esse filme com o Nintendo 3DS. O New 3DS XL novinho custava cerca de R$ 700 no fim do ciclo. Comprei o meu por R$ 500 um ano antes de ser descontinuado. Hoje, se você for atrás de um 3DS XL usado, de procedência desconhecida, paga mais do que isso. O mercado secundário é implacável, e com o Switch 1 a tendência é exatamente a mesma — só que o aparelho entrega muito mais do que o 3DS entregava. Daqui a dois ou três anos, quando pararem de fabricar, é quase certeza que o preço sobe feio.
Eu mesmo consegui um OLED novo lacrado por um valor bem abaixo do praticado hoje. E abrir videogame novo continua sendo uma das melhores sensações que existem — pra quem coleciona, então, nem se fala.
O Nintendo Switch 1 em 2026 ainda vale muito a pena: biblioteca enorme, jogos baratos, ecossistema maduro, a melhor experiência de família do mercado e um preço que não subiu enquanto o do concorrente subiu. Some a isso uma janela de compra que ainda está aberta, mas com data pra fechar.
Se você já tem um, segura ele. Se está pensando em comprar, essa é a hora.
E me conta: você tem um Switch? Está pensando em pegar um? Qual modelo?
Games
Games
Games